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Leandro Gantois, Leitor do Adoro Cinema - Nota
10:
"Não há mais dúvidas! O gênero
musical, que ficou nas gavetas de Hollywood por muito tempo, está de
volta. E com força total, pois "Chicago" (Chicago, 2002) conseguiu
atrair grande parte do público, se tornando um sucesso comercial, e além
disso foi chamado de obra-prima pelos criticos, e sinceramente... eles não
estavam mentindo! A aspirante a cantora Roxie Hart (Renée Zellweger)
sonha com um mundo de glamour e fama, até que mata seu namorado após
uma briga, depois disso ela consegue contratar Billy (Richard Gere), um advogado
materealista, mas ele já está cuidando do caso de Velma Kelly
(Catherine Zeta-Jones), a mais famosa vedete de Chicago, mas Billy explorará
os dois assassinatos ao máximo nos jornais. Assim como ocorreu com Velma,
Roxie também se torna uma estrela por causa de seu crime cometido, iniciando
uma disputa entre as duas pelo posto de maior celebridade do meio artístico.
Bill Condon se baseiou na peça teatral de mesmo nome que faz sucesso
na Brodway de Nova York, e ele fez um trabalho excelente, mesmo o filme tendo
um ritmo frenético, tudo é muito bem captado pelo espectador que
fica fascinado pela história que lhe é apresentada, mas o melhor
de tudo é a intensa crítica que o filme faz ao famoso sistema
de Hollywood, que também é usado no Brasil, a temática
de que a mídia é um fantoche que vira de lado a qualquer momento,
só para poder vender mais, e de que a fama é passageira e descartável,
e que para se manter em evidência é preciso apresentar novidades
a todo instante, sem sombra de dúvidas um critica muito boa e ácida!
O diretor Rob Marshall fez um excelente trabalho, ele é um profissional
teatral que inicia sua carreira com glamur neste sensacional filme, com certeza
ela deu sua alma a produção que ficou super caprichada, é
tudo muito bem feito, bem conduzido e luxuoso, a parte técnia utilizada
é perfeita, fora a trilha sonora que tem canções inesqueciveis,
além do que Marshall conseguiu fazer seu trabalho ser mais aceitável
do que o "Moulin Rouge", isso porque não é tão
escandaloso e gritante, mas também é um pouco inferior ao filme
do Baz Luhrman, mas é pouca coisa! No elenco temos a Renée Zellweger,
que está bem em cena, mas não é seu melhor papel, ela está
muito melhor em "O Diário de Bridget Jones", além do
que Zellweger é totalmente ofuscada pela beleza de Catherine Zeta-Jones,
que é a melhor do elenco, com muito charme e poder Jones faz jus à
aclamação de sua incrivel performance; Richard Gere também
arrasa, e mais uma vez é esquecido pela Academia; Queen Latifah faz a
mais carismatica personagem em cena; John C. Reilly consegue muito destaque,
mesmo como coadjuvante, e no final o que vemos é um incrivel resultado
com arraso de todo o elenco! Com rios de dinheiros e todo mundo chamando de
obra-prima, o filme tinha destino certo: O Oscar, e acabou sendo o grande vencedor
na glamurosa noite, e conseguiu levar seis estatuetas para casa: Melhor Filme,
Atriz Coadjvuante (Catherine Zeta-Jones), Direção de Arte, Edição,
Figurino e Som, além de outras sete indicações: Diretor,
Atriz (Zellweger), Atriz Coadjuvante (Queen Latifah), Ator Coadjuvante (John
C. Reilly), Roteiro Adaptado e Canção ("I Move On").
Com isso, o filme deixou para trás o epico "O Senhor dos Anéis
- As Duas Torres", o humanista "O Pianista", a obra-prima "Gangues
de Nova York" e o feminista "As Horas". "Chicago" é
um excelente filme, conseguiu seu espaço e retomou de vez com os musicais,
o gênero mais glamuroso, divertido e critico do cinema, além do
que mostrou de forma sensata a indústria de Hollywood, que só
gosta do que é noticia... Resumindo, é um musical critico, divertido,
que é com certeza uma obra-prima que dificilmente será esquecida,
merece ser visto e revisto."